08 set CARTILHA SENDO SEGUIDA


Para que um clube gigante seja rebaixado, uma cartilha de decisões erradas precisa ser preenchida. Por mais que o cruzeirense tenha orgulho e possa encher a boca pra falar que “time grande não cai”, isso é uma falácia. Time grande cai sim, só é mais difícil… mas não impossível. O problema é que a série de decisões erradas e acontecimentos desastrosos que levam um time pra segunda divisão, está acontecendo, passo a passo, no Cruzeiro.

A começar pela diretoria incompetente e irresponsável. Pessoas sem preparo algum pra gerir o futebol e suas derivações. Aliás, não só o futebol, eles se mostram incapazes de gerir o clube em qualquer aspecto: financeiro, jurídico, especializado, etc. Uma devastação completa de um dos gigantes do mundo. Soma-se a isso o fator corrupção, dirigentes ligados a crimes e investigados por Polícia Federal e Ministério Público, num histórico desastroso de processos e desmandos, favorecendo parceiros e usando do clube em operações imorais e até ilegais.

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É óbvio que as afirmações acima levam a outro tipo de caos: o financeiro. Sem dinheiro, você não contrata, atrasa salários, direitos de imagem, premiações e cria um ambiente de total desconforto com jogadores, funcionários, parceiros e investidores. Essa crise fica ainda pior quando vem a público a alta remuneração a cartola com direito a premiação por classificação e título – coisa inédita no futebol até então. Para gerir as contas, é necessário alguém de respaldo, o que sabemos que não é o caso de Flávio Pena, por exemplo.

Troca de técnico é outro fator. Não que Rogério Ceni seja culpado – não é, longe disso, e deixo bem claro nesse texto que acredito nele como a salvação da lavoura, inclusive – mas qualquer troca de técnico implica em tempo para assumir novas ideias e aplicar novas táticas, ganhar o grupo e transmitir sua filosofia. O caminho sempre passa pela troca incessante de comissão técnica, então Rogério Ceni que se cuide, pois na falta de resultados, ele será colocado em xeque por quem administra.

Mas técnico não entra em campo. E outra parte da cartilha é o empenho dos jogadores. Grupo rachado, jogadores transmitindo publicamente descontentamentos e apontando culpados, se esquivando da responsabilidade. Excesso de jogadores experientes se resguardando das críticas e fugindo das divididas em campo. Sem empenho e com excesso de apatia para mudar a situação. Afastar esses jogadores pode ser um processo problemático e demorado.

Tudo isso resultando nos números: com a derrota por 4 a 1, o Cruzeiro chega aos 33% de aproveitamento na 18ª rodada do brasileirão, com 18 pontos. Para efeitos de comparação, em 2011 – quando brigamos contra o Z4 até a última rodada – nessa altura do campeonato o time já somava 24 pontos, com um aproveitamento de 44%. Terminar o primeiro turno com menos de 35% de aproveitamento é assumir que só resta ao time brigar contra o rebaixamento.

Hoje, infelizmente, não há o que se analisar do jogo em si. A situação é alarmante e precisa de ser compreendida em todo seu amplo espectro. Enquanto esses que hoje assumiram o clube não forem afastados, não há nada que possa ser feito e a realidade é dura. Hoje, brigamos para não cair. E a tendência é permanecer assim.

Fonte: Deus Me Dibre – Conteúdo disponibilizado pela fonte via RSS/Feed


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