Uma eliminação, assim como um título, se devem a um conjunto de fatores. Para o bem ou para o mal. O que mostra a grandeza de um clube não são apenas títulos, mas a maneira como ele reage também a eventos contrários.
Grandeza é o que não falta ao nosso clube. A Taça Brasil de 66, a Libertadores de 97, a Copa do Brasil de 2000 e, até mesmo, a quarta colocação do ano passado no Brasileirão, servem como exemplo.
Contudo, agora é a hora dos chatos. Fato. Os profetas do acontecido se enchem de glórias e apontam os culpados pela eliminação do time celeste da Libertadores 2010. “A culpa é dos Perrellas!”, bradam alguns. Outros mais “espertos” esperneiam, gritam, e resmungam em um corinho batido contra Adilson Batista. Tem outra turminha também, a que acha que a culpa é dos jogadores. Tudo isso, sem contar aqueles que acham que a culpa é de todos, até do torcedor.
Não é hora de achar culpados, mas de soluções. Colocar a culpa em “fulano” ou “ciclano”, como extremistas sem raciocínio fazem por aí, é simples. Peito para PENSAR e PLANEJAR as mudanças poucos têm.
É a hora de levantar. Trocar o pensamento, Libertadores para Brasileirão. Momento ideal para que o clube se repense, mas sem afobação. De uns tempos pra cá, o clube esqueceu que é um time de futebol, acha que é uma agência de publicidade. “Melhor clube brasileiro do Séc. XX” pra lá, “Quarto melhor time do mundo” pra cá.
Isso é bacana, mas é só “papo”.
Não, não está tudo errado no Cruzeiro. Longe disso, está tudo até muito “certinho” e o problema é esse. Mudança deve ser o foco.
A diretoria deve mudar sua gestão, pensar grande como já pensou tempos atrás. Isso, se suas picaretagens não forem comprovadas. Se não, é ela que deve ser mudada. Afinal, o Maior de Minas não pode ser caça níquel, nem trampolim político de ninguém.
Jogadores e técnico também devem se repensar. Adilson Batista e os atletas devem mudar a postura e aprender a lidar com o favoritismo, pois se o time apenas funcionar depois de “choques elétricos” complica e muito. Adilson tem se mostrado um técnico de qualidade, apesar dos tropeços. Tem sido genial na maioria das vezes que o time precisa de um sacode, mas ainda tem dificuldades em lidar com os “apagões” da equipe que muitas vezes ocorrem pela falta de reposição do grupo e expulsões bobas.
A torcida também não escapa. Somos todos cruzeirenses, mas briguinhas entre “Adilsetes, Fabionetes, Modinhas e Cornetas” parecem ser mais emocionantes do que ver uma partida celeste. As arquibancadas não se entendem. Logo, o time não se entenderá. Para completar, tem aquela história da impaciência. Ganha uma partida, os problemas são abafados. Perde outra, problemas supervalorizados. A torcida esqueceu o que é ser exigente e critica. Critica apenas por criticar. O que tumultua mais ainda.
Mesmo assim, esse ano temos a faca e o queijo na mão. Não precisamos de atrito. Precisamos de união, alguns reforços e raça. A Libertadores já foi, outras virão. O EU ACREDITO não pode morrer. O Brasileirão está aí
Compartilhe esse artigo:
 |