“... desce Riquelme, ele cruza a intermediária e com um passe magistral, deixa Thiago Ribeiro na cara no gol. O atacante só tem o trabalho de colocar a bola pra dentro do barbante...” Quantos não gostariam de ter escutado essa narração ainda este ano?
Não é de hoje que a torcida azul carece de um grande ídolo. De um jogador que seja o centro das atenções, aquele que nos leva ao campo, aquele que nos traz esperança de gols e lances espetaculares, aquele em que as crianças vão se espelhar nas inúmeras “peladinhas” pelas ruas.
Não é fácil contar com um grande jogador hoje em dia. Ele demanda investimentos que quase sempre são considerados impossíveis por pessoas que não possuem uma visão de retorno e investimentos de marketing.
Vamos usar neste momento o exemplo do, “quase cruzeirense” (olha a situação), Riquelme. O jogador esteve bem próximo de acertar com o time azul, chegando a BH com a fama de ídolo da torcida. O jogador que a china azul tanto clama.
Riquelme se tornaria no clube uma espetacular variável de estratégia de marketing. A partir deste, poderíamos analisar todo o centro de retorno investido nas ações do clube. Quem não iria ter a camisa 10 do Roman? Quem não ia usar tudo aquilo que Roman usa? Parceiros? Todos iriam querer se juntar ao clube neste diferenciado investimento.
A fidelidade do sócio torcedor iria estabilizar as contas do clube. O retorno seria proporcional ao torcedor. Nenhum torcedor pode gastar e ajudar uma coisa que não existe e que não tem retorno. Se fosse assim era melhor abrir uma ONG e cuidar de outros problemas sociais do país.
O problema está no pensamento minguado dos profissionais do clube. Aquele pensamento de sempre querer mais e nunca de se cuidar do que temos, transformando assim, possibilidades em realidades. Temos que aceitar os objetivos, basicamente em transformar não sócio em sócio, transformar um inativo em um ativo, aumentar o ticket médio e assim por diante.
A venda de camisetas oficiais cresce 30% anualmente. Os produtos são caros. Custam, em média, R$ 150, mas o torcedor não mede esforços em possuí-los. O que move o torcedor não é o bolso e sim a sua paixão. Ele faz mais do que pode pelo clube. A idéia de ajudar o time e poder ver craques e retorno dentro do campo é o que movimenta o coração do apaixonado.
Em números, Riquelme poderia render em média para o clube algo em torno de 6 a 7 milhões de reais durante os dois anos de contrato. E não se assustem esse numero poderia ser bem maior, pois foi calculado baseado em dados de 2009 e seguindo a média de vendas do clube. Quem iria gostar disso? Os patrocinadores e fornecedores. Pois eles iriam ganhar ainda mais com ele aqui. Seriam alguns milhões a mais nas contas das empresas.
O que o clube tem haver com isso? A marca fica mais valiosa, os espaços de mídia ainda mais caros, o torcedor mais satisfeito e o time em campo reforçado. Pode separar a caixa de foguetes!
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