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GDG - Por: Diogo Maia   

O segundo período de crise financeira do Cruzeiro foi entre os anos de 1981 a 1986. A era foi chamada de “Era Bendelack – Tobí”, devido à contratação, em 1982, desses dois jogadores, o primeiro era um lateral direito, o segundo um armador.

Isso não quer dizer que os dois foram responsáveis pelo período de pobreza técnica e monetária do clube, mas sim porque fizeram parte de uma leva de jogadores estranhos que não condiziam com a altura de um clube grande como o Cruzeiro.

Goleadas históricas para times sem expressão alguma foram a marca dessa época. Em 1981 o time foi goleado por 5 a 1 pelo Operário, do Mato Grosso do Sul. Em 1982 também sofreu derrotas para o Bangu (3 a 0) e para o Mixto, do Mato Grosso (4 a 2).

A única conquista da Raposa durante a década de 80 foi o Mineiro de 1984, que encerrou uma série de seis campeonatos conquistados pelo maior rival.

Carmine Furletti havia brigado com o parceiro Felício Brandi no final da década passada e estava fora do clube. Retornou em 1983 e assumiu a presidência, deixada por Brandi, que não conseguia mais lidar com os problemas do clube. O ex-dirigente, inclusive, mandou Nelinho para o Atlético, achando que estava enviando um problema para o rival, mas Nelinho conquistou quatro Campeonatos Mineiros e ainda fez gols contra o próprio Cruzeiro.

Em 1985, Benito Masci assumiu o clube e foi responsável por recuperar o prestígio do time no território nacional e até internacional. Ele saneou as dívidas e com ele o time conseguiu alcançar as quartas-de-final do Brasileiro de 1986, a semifinal da Copa União em 1987 e no ano seguinte foi vice-campeão da primeira edição da Supercopa.

A torcida, que havia feito um funeral simbólico de Brandi, antes de sua saída, demonstrava o quanto estava chateada e que nem mesmo um vencedor como Felício estava ileso. Apenas na década de noventa, com a direção de César de Masci e, principalmente, com a administração de Zezé Perrela, os torcedores voltariam a ver um time campeão, ou melhor, supercampeão, com 17 anos seguidos de títulos, feito esse batido apenas pelo Real Madri.

Mais detalhes no próximo capítulo.

Comentarios (2)

Estevão Moreno :

Se esqueceu de citar aí conquista do histórico Mineiro de 1987.
Em cima "deles".
23 dezembro, 2009

Bruno Henrique Alcântara :

PO, ainda bem bem q nem era nascido nessa época, era muita tristeza para uma torcida acostumada a vencer!
21 setembro, 2009

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