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GDG - Por: Diogo Maia   



De todos os gloriosos anos celestes, aqueles que encantaram mais a torcida cruzeirense foram os comandados por Tostão, Dirceu e Evaldo, durante a década de sessenta, mais conhecida como Era Academia , em referência a maneira rápida e ofensiva do time jogar, sempre priorizando o toque de bola.

O time base dessa época todos sabem de cor: Raul, Pedro Paulo, Procópio, William, Neco, Piazza, Dirceu Lopes, Tostão, Natal, Evaldo e Hilton Oliveira. Foram eles que, comandados pelo técnico Airton Moreira, deram projeção mundial ao Cruzeiro ao vencer o Santos de Pelé, Zito e Pepe na final da Taça Brasil de 1966, único torneiro nacional na época.

A primeira partida foi no Mineirão, recém inaugurado. O time da Vila Belmiro buscava o sexto título nacional seguido, era considerado, por unanimidade, o melhor time do mundo. Naquele dia, um 30 de novembro, com estádio lotado, os paulistas encontrariam um adversário a altura. Os 80.000 presentes viram um show do lado azul. 6 a 2 no final, com gols de Natal, Dirceu Lopes e Tostão, com Toninho descontando para o adversário. A segunda partida foi no Pacaembu, uma semana depois. Como não havia o desempate nos saldos de gols os paulistas achavam que ganhariam o título fácil, levando a decisão para os pênaltis. O primeiro tempo terminou com uma vitória parcial de 2 a zero para o Peixe. Mesmo assim o time azul voltou com tudo e virou para os mineiros, novamente com gols de Natal, Dirceu e Tostão.

E não foi só o Santos que penou jogando contra a Raposa. O todo poderoso Flamengo foi goleado no Mineirão por 6 a 2 no mesmo ano da conquista nacional. Naquele dia o rival jogaria contra a União Soviética logo depois. O show mesmo ficou para o lado do Cruzeiro, que recebeu aplausos até dos torcedores alvinegros.

Em 1968 a Seleção Brasileira formada para jogar contra os argentinos no Mineirão tinha apenas jogadores celestes. O técnico Biju adotou também o mesmo esquema tático de Airton Moreira. Resultado final: 3 a 2 para o Brasil, com direito a “olé” da torcida.

Na primeira Libertadores da sua história o Cruzeiro chegou a terceira fase, após passar por times da Venezuela e do Peru. O torneio sul-americano era pouco divulgado e poucos jornalistas viajavam. A catimba tão conhecida por nós era muito maior naqueles tempos e os times chegavam ao estádio em meio a uma chuva de pedras. O Cruzeiro foi o último time da Capital a ir para o exterior. Até mesmo times do interior já tinham feito viagens longas para fora, como o Bela Vista, de Sete Lagoas.

Na mesma época o Cruzeiro jogava também o torneio Robertão, que até o momento era disputado apenas por equipes do Rio e de São Paulo. Com a vitória sobre o Santos, no ano anterior, o Cruzeiro abriu espaço aos clubes do país inteiro para participar de torneios importantes.

Como o time fazia muitas excursões na época e os empresários queriam os grandes craques, como Tostão (ídolo também no exterior) nos amistosos, a Raposa teve que se contentar com os jogadores reservas para jogar no Brasil. Por conta disso acabou deixando o Roberto Gomes Pedrosa bem cedo.

Entre essas excursões o time jogou nos EUA, inaugurando o primeiro campo de grama sintética do mundo e jogou contra a Seleção Mexicana, ganhando pelo placar mínimo.

O time ainda foi pentacampeão mineiro, entre 65 e 69, estabelecendo outro recorde: Número de jogos invicto: 70, entre 67 e 69, ganhando da CBD a Taça dos Invictos, assim que passou a marca de 22 jogos sem perder, que pertencia ao rival alvinegro.

O time ainda chegaria perto de outro título nacional, ainda em 68, em um torneio que veio para substituir o Robertão, sem falar na primeira conquista internacional, mas isso é assunto para outra hora.

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