02 jan Campeonato Brasileiro de 2003 a Triplice Coroa


Se for realizada uma enquete, perguntando à torcida celeste qual ano ela foi mais feliz, por unanimidade, a resposta será o ano de 2003. E não é por menos, porque foi neste ano em que o Cruzeiro foi coroado com a Tríplice Coroa : a conquista de mais um Campeonato Mineiro; o quarto título da copa do Brasil, igualando-se ao Grêmio; e o inédito e tão sonhado Campeonato Brasileiro.

Ganhar o Campeonato Nacional de 2003 teve um gostinho especial não só porque era um título nunca conquistado, mas também pela façanha que o clube estrelado realizou: ser o vencedor do 1º Brasileiro disputado por pontos corridos. Ou seja, 24 clubes jogariam entre si, em turno e returno, totalizando 46 rodadas. O time que somasse o maior número de pontos seria o campeão, sem necessidade de jogos finais eliminatórios. O Cruzeiro se demonstrou o verdadeiro Guerreiro dos Gramados pois, ao término da 46ª rodada da competição, ele obteve 100 pontos (13 a mais que o 2º colocado, O Santos) e 102 gols marcados, totalizando 72,5% de aproveitamento. Marca, até hoje, nunca alcançada por nenhum time brasileiro.

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O time celeste, que era treinado por Vanderlei Luxemburgo e, dentro de campo, era comandado pelo Talento Azul, o meio-de-campo Alex, mostrou o melhor futebol do primeiro turno. O Guerreiro dos Gramados assumiu a liderança na terceira rodada, foi ultrapassado pelo Internacional na sexta rodada, graças aos pontos ganhos pelo Colorado no tapetão, mas já na oitava o Cruzeiro retornou à liderança e, para o delírio da nação azul, dali não saiu mais. Chegou à metade do Brasileirão na ponta da tabela, três pontos à frente do time da Baixada Santista, o segundo colocado. E o embalo continuou no 2º turno.

O clube estrelado consagrou-se campeão com duas rodadas de antecedência do final da competição, até ali havia obtido 94 pontos. O jogo foi realizado no Mineirão, contra O Paysandu, no dia 30 de novembro, e teve o placar de 2X1. O primeiro gol Cruzeirense saiu bem no começo da partida. Aos 7 minutos do 1o tempo, Zinho cobrou uma falta pelo lado direito, mandou a bola de curva, que passou por toda a área paraense e só foi parar nas redes do gol do goleiro Carlos Germano. Mota, que havia entrado no segundo tempo a pedidos da torcida, aos 29 minutos, aumentou a vantagem Cruzeirense para 2X0, com um chute de bico. O torcedor celeste já fazia festa, quando o meia Alex, que acompanhava a partida de uma das cabines de transmissão de rádio, em conseqüência de uma suspensão, desceu para o gramado. Ele iniciou uma volta olímpica, comemorando com a torcida a conquista inédita. 70 mil torcedores da nação azul presenciaram o término de uma espera de 32 anos, desde a 1ª edição do campeonato.

Na semana seguinte, a equipe mineira não tomou conhecimento do Bahia, mesmo estando na casa do adversário, realizou a maior goleada do Brasileiro daquele ano: sete gols para cima dos bahianos. Estes, por sua vez, não saíram do zero. Na última rodada do campeonato, O Guerreiro dos Gramados enfrentou o Fluminense. Mesmo não precisando da vitória, o time mineiro goleou o time do Rio por 5X2. O Mineirão estava em festa, colorido de azul e branco, pois foi nesse dia que o Cruzeiro recebeu a tão desejada taça de Campeão do campeonato Brasileiro.

Taça Brasil de 1966

Vale ressaltar que o Cruzeiro foi o vencedor da Taça Brasil de 1966 que, na época, era considerado como o Campeonato Brasileiro. Se ela fosse reconhecida pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) como Brasileirão, o time celeste seria Bi-campeão. Hoje, o Cruzeiro discute juntamente com a CBF essa questão se o título da taça Brasil é válido ou não como Campeonato Brasileiro.


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