31 maio Dá pra tirar lição desta derrota?Até quando vamos viver da goleada aplicada sob o Tupi?


Pois é, voltando no tempo, entramos no jogo lá em Juiz de Fora com quatro volantes no meio e Ramires adiantado, goleamos de 7×2 , e no meio da semana com uma formação mais defensiva fomos goleados pelo Estudiantes, mesmo assim o esquema “revolucionário” no meio passou a ser repetido muitas vezes em detrimento ao esquema que todo Brasil elogiava (um meia que pode ser Wagner ou Bernardo, e Ramires vindo de trás como terceiro no meio), abrimos mão da qualidade pela marcação que já era forte.

Vamos ao jogo, o São Paulo arriscou tirando Ernanes e Jorge Wagner, homens tidos com de criação no tricolor, e estreou o meia Marlos que fez a diferença no jogo e não foi marcado de perto por ninguém, o esquema 3-5-2 foi repetido como de costume pelo treinador paulista, seu ataque perdeu em velocidade, mas ganhou em força com a entrada do Borges.

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Kléber - Foto: VipCommO Cruzeiro entrou com seu esquema sem um meia de criação, aí sim um 4-4-2 sem a bola, colocando Ramires mais uma vez pra jogar de costas, trombando entre zagueiros e volantes, ficando a responsabilidade da criação dos volantes vindo de trás. Sem a bola o Cruzeiro fazia duas linhas de quatro, e com ela os volantes se projetam encostando no ataque.

O jogo começou truncado como sempre, se esperava jogar no erro, que é bem melhor para o São Paulo, e com o passar do tempo os erros apareceram em nosso time, e não foram poucos: a bola não parava no ataque, pois só Kléber tentava retê-la, ninguém encostava nele, W.Paulista infelizmente não sabe jogar caindo pelos lados, fazendo a diagonal, e seu domínio de bola está ruim; junta-se a isto a quantidade de passes errados dos volantes tentando fazer a vez de armadores, quando o passe é lateral (com grau de dificuldade menor) eles acertam, mas quando é para dar um passe em direção ao gol (com grau maior de dificuldade), que é característica de jogador habilidoso, meias de armação ou de ligação como queiram, eles rifam a bola e fica evidente a falta de mais jogadores de decisão e/ou mais habilidosos no meio, e não é por falta deles, pois temos no elenco, mas nosso treinador prefere evidenciar a marcação.

Independente da falta cometida no primeiro gol do São Paulo em nosso volante, não é admissível tomar um gol onde estavam três contra um, a jogada começou fora da área e um atacante lento, imperdoável. Ficou nítido pelas chances criadas pelo Cruzeiro que quando nosso time chegava com mais homens na frente, mas sem qualidade, mesmo assim criavam perigo, porém como cobrar de Ramires que ele crie, encontre espaços para enfiar uma bola aos atacantes? Como cobrar qualidade e finalização do restante dos volantes?

O segundo gol foi em uma jogada preparada pelo armador que segurou a bola e esperou a passagem do lateral…fez o que se esperava de um armador. No segundo tempo, uma substituição sem nenhum efeito, pois Magrão pode ter menos recurso técnico que Athirson, mas seu preparo e força física para chegar ao ataque estão bem acima, Athirson é mais técnico, porém está bem longe do nível azul no que tange preparo físico, portanto não surgiu efeito.

Enquanto o São Paulo fazia substituições sem alterar seu esquema, mantendo cada um na sua, o Cruzeiro, perdendo o jogo, trocou um atacante pelo outro, e com a contusão de Athirson, me surpreendi com a entrada de mais um volante, com um revés de 2×0 e quatro volantes dentro de campo. O time se adiantou ao desespero, e os espaços apareceram na defesa onde surgiu o terceiro gol. Agora me pergunto; se era para se lançar à frente com volantes limitados, por que não colocar mais um atacante? Alguns dizem que o treinador azul teme em tirar um volante e dar o braço a torcer que errou, eu já não sei em que acreditar…no final do jogo o que se viu foi o Cruzeiro rondando a área adversária mas sem qualidade, manteve a posse de bola como foi na maioria do jogo, mas sem penetração, sem qualidade, nosso time só consegue chegar em contra-ataques, ou em erros, típico esquema de times limitados tecnicamente ou desentrosados, coisa que não é a imagem do Cruzeiro, como disse no artigo passada, nosso time foi nivelado por baixo com o tricolor.

Ponto fraco do time: Henrique que definitivamente não tem qualidade de passes que condiz com o restante do elenco, está destoando do resto do time, Ramirez que está sendo queimado pelo esquema e seu posicionamento, e nosso treinador que mesmo perdendo não ousou em abdicar de um volante e colocar gente de frente, sendo que mais uma vez Bernardo foi cortado do banco.

Ponto forte do time: Kléber que não foge do choque, chama o jogo sempre, e se recente de aproximação com mais qualidade dos jogadores que vem de trás.

Constatação: Nas derrotas deste ano, jogamos com este esquema e não fizemos nenhum gol, tomara que para o dia 17 a ficha tenha caído, nas derrotas as vezes se aprende mais ainda que nos triunfos.

Acorda Cruzeiro!

Gener Valvão, 34 anos, morador de Contagem, trabalha na área da construção civil diretamente com contrutoras. Desportista nato, acompanho esportes pelo mundo todo (graças a ESPN e Sportv), cruzeirense enraizado na família toda azul, contarrâneo dos Perrelas por parte de pai (São Gonçalo do Pará) e contarrâneo do vice Gilvan de Pinho Tavares por parte de mãe (Sabinópolis). Como foi quase jogador profissional, gosta muito e tem o tino de analizar e observar o jogo taticamente e estrategicamente falando, esquemas, posicionamentos, etc…sendo principalmente muito exigente comos pseudo- jogadores hoje em dia.

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