23 mar Ídolos são eternos, razoáveis são dispensáveis


Alex, Sorin, Joãozinho, Dida, Tostão e outros grandes jogadores já passaram pelo Cruzeiro, o maior time do Brasil, mas poucos são como esses, que se tornaram ídolos e conquistaram 90% dos torcedores celestes , além de levantar vários canecos como a Libertadores, Brasileiro e Copa do Brasil. 

Aléx na Calçada da Fama do Mineirão - Foto: Divulgação/InternetÀs vezes confundimos os verdadeiros ídolos com os jogadores razoáveis, não querendo desmerecer, mas citando a “jovem promessa”, o atacante Guilherme. Um jogador que destacou na Raposa, mas não se consagrou como ídolo, saindo como “contra peso” para a Rússia onde seu futebol desapareceu do mundo.

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Depois do presidente do lado negro da lagoa anunciar a contratação do ex-cruzeirense Guilherme, à revolta bateu em grande parte dos torcedores, que inconformados com essa transferência, rotularam o atacante como traidor e não merecedor do respeito da China Azul.

Durante a semana, andei conversando e ouvindo várias pessoas a respeito dessa transferência. Na academia um instrutor disse satisfeito com a não contratação do jogador pelo Cruzeiro, alegando ser um jogador incompleto, sem velocidade e drible, se destacando apenas com a bola no pé.

Na programas Bastidores, da Rádio Itatiaia, programa em que o Guerreiro dos Gramados já marcou sua presença, uma menina de 17 anos descreveu o centro avante, sendo um jogador que não te animaria, pela sua sonolência dentro de campo e sua falta de raça. “Se o Thiago Ribeiro lançar uma bola para o Guilherme, ele nunca que vai correr atrás dela” e ainda falou, “Sei que a maioria dos cruzeirenses são contra, mas eu preferiria o Kleber do que o Guilherme, se o Kleber fosse para o Atlético Mineiro, ai sim ficaria nervosa”.

Uma das citações que mais me fez repensar sobre o atacante, foi em um blog, em que a cruzeirense Luciana Bois, com ótimas palavras solta o que todo cruzeirense deveria ouvir: “Guilherme nunca foi um ídolo da torcida cruzeirense, assim como Leonardo Silva também não. Cito apenas esses dois porque foram os que nesse inicio de ano mais falaram sobre a mudança pro time de lá”.

E o mais doido, como se diz na gíria de jovem, foi quando a blogueira soltou a seguinte frase. “A meu ver, a torcida deveria parar de criar ídolos instantâneos, não é só um título que consagra um ídolo, mas as suas palavras, atitudes, o respeito, a postura e a raça ao defender o manto celeste”.

A blogueira que já fez uma participação especial na TV Guerreiro dos Gramados, mostrou que às vezes criamos ídolos demasiados e que a revolta contra “o projeto de jogador” é sem sentido.

Temos vários ídolos que teríamos que nos preocupar com essa hipótese de jogar no rival, como o atacante Fred e o Talento Azul, Alex, que hoje mostrou o tamanho de respeito com a sua historia como jogador e seu imenso carinho com o lado azul da lagoa.

“Repito e serei sincero. Não vou jogar no Galo. Respeito demais minha história. Sinceramente, não me sinto bem. Minha história sempre foi de respeito aos outros. Jogar no Galo seria desrespeitar o lado azul”.

Se contentem com o Alex!

Vamos Vamos Cruzeiro… 


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