05 abr Inteligência é de graça


Foto: Daniel Teobaldo/Futura Press

Após o empate contra o Vasco, pela 2º rodada da Copa Libertadores, em pleno Mineirão, as redes sociais se tornaram em um enxame de críticas ao trabalho de Mano Menezes, à frente do Cruzeiro desde julho de 2016.

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Não que o gaúcho seja imune às críticas. Pelo contrário, tem de ser cobrado por escalações e substituições questionáveis. Mas, ao que me parece, os resultados negativos não podem ser creditados somente a ele. Afinal, se os 11 jogadores em campo erram fundamentos básicos de cada posição, as críticas precisam ser mais profundas e diretas.

Um exemplo, é Thiago Neves. O camisa 30, destaque do Cruzeiro no ano passado, coleciona péssimas atuações em 2018. De bom mesmo, apenas a segunda partida da semifinal do Campeonato Mineiro, contra o Tupi, no Mineirão.

Robinho, que fez alguns bons jogos neste ano, é outro que está devendo, assim como Egídio, Ariel Cabral, Henrique, Rafael Sóbis e Rafinha – este último que já deveria ter retornado ao banco de reservas e dado lugar ao uruguaio Arrascaeta que pede passagem.

Se há um erro no trabalho de Mano, que não justifica os pedidos de demissão, é pela insistência do gaúcho em não promover mudanças e dar oportunidades a alguns jogadores que já mostraram serviço, como Mancuello, Marcelo Hermes e, até mesmo, Lucas Silva, que parece ter caído no esquecimento.

Embora muitos menosprezem, a perca do título mineiro no próximo domingo pode representar, assim como em 2017, o início de uma crise. À época, a gestão do futebol liderada por Bruno Vicintin bancou Mano Menezes e a continuidade no trabalho resultou no título da Copa do Brasil.

Nada está perdido, ainda. Há chances reais de vencer o estadual e ainda mais claras de se classificar para a próxima fase da Copa Libertadores. Entretanto, é preciso que jogadores mudem a postura e assumam a responsabilidade. Pois, do elenco atual, apenas Raniel e Murilo podem ser enquadrados no argumento da falta de experiência. O resto, tem costas largas o suficiente para aguentar o tranco.

Já sobre os pedidos de demissão de Mano Menezes, sugiro que façam uma busca breve no Google e analisem os nomes disponíveis no mercado para substitui-lo. Vale lembrar que, atualmente, o gaúcho é um dos 3 melhores em atividade no Brasil (e isso para não cravar que é o melhor e criar inimigos).

Que Mano seja sim cobrado por suas escolhas e arrogância que dificultam o reconhecimento e compreensão dos próprios erros, como disse acima. Mas, definitivamente, não é hora e não há motivos para a troca do comando técnico.

Muitos atribuem criação de crises à imprensa esportiva. Mas a última semana mostra que o inimigo maior para criar fantasmas dentro do clube tem sido parte da torcida. Para estes digo: cultivar e praticar a inteligência ainda é de graça no Brasil. Usem e abusem, sem moderação!

Por: @simonhenriquenc

 

 

 

 


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