22 jan O passo decisivo para o segundo título. O que não garante nada…


O Cruzeiro entrará em campo na noite de hoje para encarar o Corinthians, em uma das semifinais da Copa São Paulo de Futebol Junior. O jogo é complicado, por si só, mas recebeu ingredientes que deixarão o duelo ainda mais interessante. A FPF (Federação Paulista de Futebol), marcou o duelo para a Arena Corinthians, popular Itaquerão, estádio que não recebeu nenhum duelo do certame até o momento. Fato é, a procura pela partida será imensa por parte dos torcedores do time paulista e os meninos da Toca passarão por um verdadeiro batismo de fogo. Encarar o maior campeão do torneio, na casa do rival e com a torcida contra será uma novidade para a grande maioria do plantel celeste. Mas a missão dura tornará uma possível vitória ainda mais saborosa.

O Cruzeiro possui apenas um caneco da Copa SP, conquistado em 2007. O que deveria significar o aproveitamento de uma base de sucesso, entretanto, não garantiu vida longa aos meninos na época. Dos 22 jogadores campeões, 12 atuaram ao menos uma vez com a camisa estrelada. No entanto, apenas dois efetivamente tiveram futuro no clube: o goleiro Rafael, reserva de Fábio até hoje, e o atacante Guilherme, que passou por vários clubes e acaba de desembarcar como reforço, justamente, do Corinthians. Os zagueiros Wellington, Simões e Maicon tiveram oportunidade ainda em 2007. Simões acabou queimado por uma expulsão em um clássico que é melhor esquecer, rodou diversos clubes e hoje atua no Imperatriz, do Maranhão. Maicon teve poucas oportunidades, foi envolvido na negociação por Ernesto Farías e hoje é titular e capitão do Porto. Wellington chegou a marcar um gol na vitória por 2×0 em um clássico, mas também não se firmou. Após uma atuação ruim contra o Figueirense, em Santa Catarina, o defensor sumiu. Hoje, atua pelo Uberlândia.

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O lateral/volante Aldo já havia recebido oportunidades no principal desde 2006, quando o técnico era Oswaldo de Oliveira. Em 2007 também chegou a jogar, mas apenas três partidas. Outro que também não vingou, defende hoje o Luziânia, de Goiás. O lateral Anderson, maior destaque daquele time pela habilidade e gols (inclusive na final), já rodou por impressionantes 15 equipes desde que deixou o Cruzeiro, com míseros dois jogos pelo profissional celeste. Atualmente, veste a camisa do Águia de Marabá. O volante e capitão Paulinho Dias, que bateu o pênalti que nos garantiu o troféu em 2007 é outro que rodou bastante, mas ao menos se firmou na Série A. Sem convencer na Toca, vagou por clubes pequenos até chegar a Chapecoense, onde foi peça importante no acesso para a primeira divisão. De Chapecó, foi para o Atlético Paranaense e terminou 2015 emprestado ao Bahia.

Em 2007, os moleque já era liso (Foto: Bruno Miani/Gazeta Press)

Em 2007, “os moleque já era liso” (Foto: Bruno Miani/Gazeta Press)

Luiz Fernando era o camisa 10 daquela equipe, meia canhoto que lembrava muito o estilo de jogo do então titular Wagner, da equipe profissional. Sem ter sequer uma chance de jogar pelo clube, foi emprestado diversas vezes até o fim de seu vínculo. Conseguiu algum destaque no Vila Nova de Goiás, passou pelo Figueirense e pelo futebol dos Emirados Árabes. Hoje, defende o CRB, de Alagoas. O centroavante Jonathas também havia jogado em 2006 pelo clube, mas após a conquista da Copinha não voltou ao time de cima. Com o plantel inchado pelos renomados e pouco eficientes Araújo, Geovanni, Alecsandro, Pedro Junior, Diego Clementino, Rômulo, Nenê e Roni, o camisa 9 grandalhão foi emprestado. Em 2008, marcou contra o Cruzeiro, jogando o Mineiro emprestado ao Villa Nova. Após o estadual, jogou duas vezes pelo Maior de Minas, não marcou e foi negociado com o AZ Alkmaar, da Holanda. Passou por Brescia, Pescara, Torino e Latina, do futebol italiano, Elche e Real Sociedad, seu clube atual, na Espanha. Marcou 15 gols na última temporada.

Outros elementos como o lateral Marcos (titular no início de 2012) e os atacantes Marcinho e Joabe, estrearam no principal mas também sem receber sequência. Esse texto vem lembrar que o título não é o mais importante nesse torneio e que os meninos já foram bem longe. Portanto, uma eliminação no jogo de hoje não pode ser considerada um fracasso, desde que forjemos bons jogadores para serem usados no time principal durante a atual e as próximas temporadas. Lucão, Fabrício, Kevin, Daniel Vançan, Tom, Alex, Dudu e Rick Sena aparecem como boas promessas, especialmente o goleiro e o camisa 10. Tenhamos cuidado na transição desses nomes para não queimar etapas e angariarmos reforços de alto nível para qualificar esse novo Cruzeiro. A sorte está lançada, esperamos que o apito não seja um empecilho extra e o convite está feito: pelo que os dois times jogaram até aqui, será um jogaço.

 Por: Emerson Araujo


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