12 fev Papo 5 Estrelas – “Libertadores: A primeira vez a gente nunca esquece”


Para muitos, o primeiro título de Libertadores representa a ascensão, o nascer; o despertar de um gigante que agora passa a ser reconhecido e temido internacionalmente. O ascender de uma chama que jamais será apagada. Sendo assim, o Papo  5 Estrelas número quatro contará um pouco sobre a dramática e emocionante conquista da Copa Libertadores da América de 1976, a primeira do Cruzeiro Esporte Clube.

A fase de grupos

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A competição era disputada por 21 clubes de dez países diferentes, e na fase de grupos da competição, ou primeira fase; o Cruzeiro, atual vice-campeão brasileiro, integrava um grupo que era composto pelo atual campeão brasileiro e favorito, Internacional, Olímpia-PAR e Sportivo Luqueño-PAR. Se tratava de um grupo teoricamente difícil, e apenas o primeiro colocado passaria para a próxima fase. Estaria o Cruzeiro pronto para isso?

A resposta veio rápida, e logo no primeiro jogo o Cruzeiro mostrou para que veio, e em uma partida de tirar o fôlego, mandou o Internacional e seu favoritismo de volta para o Rio Grande do Sul. Um 5 a 4 espetacular presenciados por mais de 65 mil cruzeirenses, que apresentava La Bestia Negra às Américas.

Após o primeiro jogo, a equipe mineira pegou confiança, e conseguiu se classificar em primeiro do grupo com certa facilidade. No turno, ainda venceu por 3 a 1 o Sportivo Luqueño-PAR e empatou com o Olimpia-PAR em 2 a 2, após estar perdendo por 2 a 0. No returno, conseguiu três vitórias tranquilas, passeou contra as equipes paraguaias vencendo os dois jogos por 4 a 1 no Mineirão, e o colorado, no sul, por 2 a 0.  Naquela época o classificado iria direto para às semifinais  da competição, que era disputada em dois grupos de três times, do qual, o primeiro colocado de cada grupo disputaria a finalíssima.

A semifinal

O grupo da raposa na semifinal era composto por LDU-EQU e Alianza Lima-PER. A campanha foi extraordinária, 4 jogos e 4 vitórias, 100% de aproveitamento, e espetáculo celeste. Os dois primeiros jogos foram disputados fora de casa; Venceu por 3 a 1 a LDU, em Quito, gols de Palhinha (2) e Joãozinho, e 4 a 0 o Alianza, em Lima, gols de Roberto Batata, Joãozinho (2) e Jairzinho. As grandes vitórias fora de casa mantinham o sonho da América vivo e pulsante nos corações estrelados espalhados por todo o Brasil, mas infelizmente, o que se encaminhava para uma comemoração em Belo Horizonte nos jogos da volta, se transformou em desastre..

Após o jogo contra o time Peruano, na volta para casa um grave acidente, Roberto Batata, autor de um dos gols do último jogo havia falecido num acidente de carro. O saudoso ponta, teve um trágico fim, sua estrela brilhou no céu e a constelação de craques do Cruzeiro brilhou na terra em sua homenagem.

Roberto não estava mais entre o elenco estrelado fisicamente, mas com certeza de algum lugar, o camisa 7 cruzeirense estava acompanhando seus companheiros. No jogo seguinte, em uma atuação impecável, o Cruzeiro venceu o Alianza Lima por 7 a 1, com 4 gols de Jairzinho e 3 de Palinha, e confirmou sua classificação para a final da competição em outra goleada, desta vez 4 a 1, contra a LDU.

A grande final – Cruzeiro Campeão

Finalmente, o grande dia, Cruzeiro e River Plate lutariam a maior batalha de suas vidas até o momento para conquistar a sonhada Libertadores da América. E o fim dessa história, todo cruzeirense conhece tão bem como a palma de sua mão.

No joga de ida, show da raposa no Mineirão, um 4 a 1 avassalador que deixava a equipe mineira dependente de apenas um empate na Argentina para se sagrar o grande campeão, infelizmente, não foi o que aconteceu; A vitória do River foi um balde de água fria para os cruzeirenses, e levou a guerra para a terceira e última batalha, desta vez, em campo neutro, no Chile.

Um jogo dramático, eletrizante e com requintes de crueldade. O Cruzeiro vencia por 2 a 0 até os 13 minutos do segundo tempo, quando o time argentino reagiu e buscou o empate. O jogo caminhava para a prorrogação, ambos os times estavam desgastados física e mentalmente, até que aos 43 minutos do segundo tempo, Nelinho se preparava para cobrar uma falta na entrada da área adversária, mas para a surpresa de todos, inclusive dos jogadores do Cruzeiro, quem correu para a bola foi Joãozinho, e o resto amigo… o resto é história!

Por: Guilherme de Carvalho Alves


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