27 out Sorín, Eterno!


Não há cruzeirense que não saiba quem é Juan Pablo Sorín. Mais do que um simples jogador, sinônimo de raça, paixão pela camisa, um ídolo. “Sorín é único, os outros são jogadores de futebol” e ai de quem contestar isso.

Sorín, Eterno!Juan Pablo Sorín será, eternamente, um ídolo celeste. Posso assegurar que Sorín ama tanto o Cruzeiro quanto eu. Juampí merece todo o carinho e todo o respeito da China Azul. Merece tudo o que está sendo planejado e executado em seu nome. E é exemplo para os demais clubes e jogadores do que representa para uma nação a fidelidade e o amor de um ídolo.

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Quando Sorín chegou ao Cruzeiro, em 2000, era o titular da lateral esquerda da Seleção Argentina. Boa técnica e a famosa raça foram os fatores que conquistaram o torcedor celeste. Sorín manteve o respeito pelo Cruzeiro e foi respeitado por todos aqui, logo sagrou-se capitão e campeão pela equipe celeste. [Leiam o texto da Copa Sul Minas de 2002 para conhecer melhor a trajetória de Sorín pelo Cruzeiro] Tão logo, em 2002, foi vendido para a Lazio.

A rápida passagem do jogador pela equipe celeste não foi capaz de ofuscar os seus feitos, suas conquistas, a sua raça. O nome de Sorín foi continuamente citado nas conversas de torcedores, todos o queriam de volta. E isso aconteceu em breve, porém por um curto período de tempo. Sorín voltou ao time da Toca em 2004, por empréstimo e logo foi transferido para o espanhol Villareal.

Sorín, Eterno! - Foto: VipCommAno passado, quando anunciaram a volta de Sorín, senti uma emoção sem igual. Eu comecei a acompanhar o futebol e especialmente o nosso querido Cruzeiro na mesma época em que Sorín foi contratado em 2000. O Cruzeiro cresceu com Sorín e ele cresceu com o Cruzeiro. Eu cresci com a imagem de um time vencedor e de um ídolo que eu vi jogar.

Não me importavam as condições físicas de Sorín. Tê-lo de volta aqui já bastava para mim. Fui irracionalmente contra todos os que disseram que ele apenas traria despesas, devido suas contusões. Não me importei. A emoção de ter um ídolo de volta é indescritível e Sorín é o maior ídolo celeste que eu vi jogar.

Eu estava lá quando Sorín apareceu no portão 3 em meio à torcida celeste, Sorín estava em casa e, mais uma vez, mostrou ao mundo o seu imenso carinho pelo Cruzeiro e pela torcida cruzeirense. Eu também estava lá no dia 1º de março, quando o ídolo fez sua reestréia. Vencemos o Ituiutaba por 4 a 1. Sorín não marcou, mas a sua raça foi fator predominante em campo. Era claramente perceptível que a presença de Juampí em campo deixava os demais jogadores mais raçudos também. Claro, o ídolo foi ovacionado pela torcida, era só tocar na bola e a Nação Azul ia ao delírio.

Quanta emoção. Sorín estava de volta, e voltou para mostrar que um ídolo não se constrói apenas dentro das quatro linhas. Até os argentinos sabem que Sorín ama o Cruzeiro. E quando não podia jogar, Sorín estava lá, nos treinos, nas conversas, incentivando e aconselhando os jogadores celestes. Espero que todos tenham se sentido honrados com a presença desse ídolo em meio deles!

E é fora das quatro linhas que Sorín vai seguir agora, sendo eternamente um ídolo celeste. Recebi com grande tristeza a notícia da aposentadoria do nosso argentino, no dia 28 de julho desse ano. Foi emocionante ver, Juampí, com lágrimas nos olhos, se despedir do futebol, mas cedo ou tarde isso iria acontecer e, por outro lado, me enchi de alegria porque isso aconteceu aqui, no nosso time: o Cruzeiro que nós e Sorín tanto amamos.

A felicidade se complementa ao ver os títulos que o craque recebe. Juampí tornou-se cidadão honorário de Belo Horizonte, tem propostas da diretoria celeste para permanecer no clube como coordenador técnico do Cruzeiro e, para finalizar esse espetáculo, digno de Juan Pablo Sorín, vamos ter no dia 04 de novembro, o jogo de despedida (dos gramados) do ídolo que será eternamente um Guerreiro. [O jogo acontecerá na Toca III, Às 21h50 contra o Argentinos Juniors, primeiro time de Sorín].

Obrigada, Sorín!

Tenho imenso orgulho de toda essa história. Mesmo que as oportunidades de Sorín em campo não tenham sido muito freqüentes esse ano, sei que ele jamais se esquecerá de tudo o que passou aqui no Cruzeiro. Sei que ele é grato por tudo o que conquistou aqui. E nós, torcedores celestes, também somos.

Juan Pablo Sorín: Eternamente o nome da Raça Celeste.

Parabéns por todas as conquistas e, mais uma vez, obrigada Pássaro Azul.


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