17 dez STJD: Uma piada de mau gosto


STJD: Uma piada de mau gosto - Cruzeiro Esporte Clube

Assim classifico o que o Superior Tribunal de Justiça Desportiva vem fazendo em nosso futebol. Uma série de piadas, de péssima índole, que deixam no chinelo o ‘pavê ou pacumê’ daquele seu tio distante. A Portuguesa foi rebaixada em decisão do referido Tribunal, nessa segunda-feira, pela escalação irregular do meia Héverton, no último jogo do Brasileirão, frente ao Grêmio.

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Beneficiado na história foi o Fluminense. O tricolor carioca aproveitou-se da perda de 4 pontos por parte da Lusa para ultrapassar o time paulista e se livrar da Série B. Alguns dirão que a lei precisa ser colocada em prática, o que não posso discordar. Outros dirão que se trata de uma nova virada de mesa, a terceira em favor do ‘Fluzão’ no atual formato do Campeonato Brasileiro. Alguns amigos cruzeirenses questionam a escalação do meia Tartá em 2010, com uma possível suspensão. Caso o Flu perdesse os pontos naquele ano, o Cruzeiro herdaria o título nacional da temporada.

STJD: Uma piada de mau gosto - Cruzeiro Esporte ClubeNão quero esse título de forma alguma. E olha que a taça nos foi roubada por Sandro Meira Ricci naquele Corinthians x Cruzeiro do fatídico episódio Gil x Ronaldo. O Cruzeiro é um time honrado, que faz valer suas conquistas e suas batalhas no campo. O caso de Tartá poderia render ou não punição. Engraçado mesmo é ver que o procurador geral do STJD, Paulo Schmidt, ofereceu a denúncia para que a Portuguesa perdesse os pontos e inclusive demonstrou em redes sociais sua posição de que a Lusa deveria ser condenada e cair, por consequência. O mesmo Paulo Schmidt que se recusou a oferecer denúncia em 2010 alegando “ausência de má fé”, por parte do Tricolor do Rio. Coerência, cadê? A Lusa não mostrou má fé alguma e inclusive, a postura do advogado contratado me cheira a subornos e atitudes premeditadas por terceiras partes interessadas. Sem provas não se vai a lugar nenhum. Longe de mim apontar o dedo e afirmar que temos uma irregularidade. Mas dizem que onde há fumaça, há fogo. E a visão já está muito comprometida por uma neblina mal cheirosa e carbonizada.

Tanto reclamamos de Flamengo e Corinthians, tradicionalmente beneficiados por arbitragens e tapetões. Mas nenhum time do Brasil é tão asqueroso quanto o tal Fluminense. Um tapetão para evitar a queda em 1996. No ano seguinte, caíram de novo. Em sequência para a Série C. E como num passe de mágica, vencendo a terceirona de 1999, voltaram para a Série A em 2000. Manobras que a CBF faz com seus parças, para usar um termo da moda.

A torcida cruzeirense, que nada tem a ver com o episódio em questão, fica a lição. Estejamos sempre muito atentos as manobras desse tal STJD. Sempre que puderem, vão nos prejudicar, como tanto tentaram com as perdas de mando de campo. A letra da lei que serve a uns, onera a outros. Pau que dá em Chico não dá em Francisco. O Fluminense é hoje vilão, o time mais odiado do Brasil e mais nojento do nosso futebol. Não cair de divisão é coisa que poucos podem se orgulhar em sua história, clubes que compõem um grupo de elite no futebol brasileiro. Cair e se reerguer, qualquer um pode e deve se desafiar a fazer. Buscar letras miúdas na bula do regulamento para se salvar de forma mesquinha e vergonhosa, só um consegue. Um minuto de silêncio pela moralidade do futebol brasileiro, enterrada de fato e direito, no dia 16 de dezembro de 2013.


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